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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

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Retomada do crescimento no país precisará ser um dos principais compromissos do presidente eleito e sua equipe, dizem economistas. Ano novo, presidente novo, problemas velhos: o próximo governo vai herdar uma economia com uma série de desafios para enfrentar. Na lista, juros em alta, inflação ainda elevada, orçamento engessado, e a desaceleração econômica global. Além de estimular a economia doméstica e de refazer as bases da política fiscal, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e sua equipe também precisarão avançar com as reformas econômicas, segundo economistas ouvidos pelo g1. Veja abaixo quais devem ser os principais desafios econômicos de Lula no próximo ano: Orçamento Responsabilidade fiscal Reforma tributária Inflação e câmbio Juros Desaceleração global Crescimento econômico Educação e mercado de trabalho Orçamento O primeiro desafio já começou antes mesmo da posse: a necessidade de refazer o orçamento para bancar as despesas do próximo ano. Parte desse custo já está sendo endereçado pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição – que, entre outros pontos, busca garantir o pagamento do Auxílio Brasil (que voltará a se chamar Bolsa Família) de R$ 600 no ano que vem, com o adicional de R$ 150 por criança até seis anos, e recompor o orçamento de diversos setores. Responsabilidade fiscal Segundo o sócio da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto, apesar de a postura fiscal mais expansionista do governo não ser novidade, as incertezas que ainda existem sobre de onde devem vir os recursos necessários para viabilizar não só essas, mas todas as demais propostas feitas por Lula durante a campanha eleitoral, ainda trazem cautela. “O BRASIL JÁ TEM UM FISCAL DELICADO E, NOS PRÓXIMOS ANOS, ISSO AINDA DEVE SE SOMAR A UM CENÁRIO ECONÔMICO DIFÍCIL. É PRECISO CUIDADO PORQUE ESSA PERSPECTIVA MAIS GASTADORA PODE ACABAR VIRANDO UMA ARMA CONTRA O PRÓPRIO GOVERNO, JÁ QUE PODE PIORAR A DINÂMICA DA DÍVIDA [PÚBLICA] E A PERCEPÇÃO DE RISCO DO PAÍS, CONSEQUENTEMENTE PRESSIONANDO O CÂMBIO E MANTENDO OS JUROS ELEVADOS”, AFIRMA NETO.